
José Graziano, 62 anos, sempre esteve na trincheira do combate à fome. Agrônomo de formação, foi ele o responsável pelo desenho do programa Fome Zero, em 2001, durante a campanha eleitoral presidencial. Eleito Luiz Inácio Lula da Silva, Graziano, em um movimento natural, foi para o governo comandar a implementação e o desenvolvimento do programa, no qual permaneceu até 2006. O sucesso da iniciativa gabaritou o agrônomo para voos maiores e, em 2011, ele disputou e ganhou a eleição para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), sagrando-se como o primeiro brasileiro a ocupar o cargo. Nem só ao combate à fome, porém, se restringem as preocupações atuais de Graziano. Um de seus maiores desafios é criar interlocução entre os problemas de segurança alimentar e questões ambientais – assunto que ele irá tratar neste mês durante a conferência Rio+20.

“As práticas e os padrões de consumo são
insustentáveis. Hoje, usamos 15 mil litros de
água para produzir um quilo de carne”

“Bill Gates disse que todo o sistema de governança da
agricultura e da alimentação global é obsoleto e ineficiente.
A afirmação é radical, mas concordo com ele”